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	<title>Plataforma Tauromaquia Patrimonio - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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		<title>Praça de Toiros de Guimarães</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Arquitectura ==&lt;br /&gt;
== Curros ==&lt;br /&gt;
== Enfermaria ==&lt;br /&gt;
== Cavalariças ==&lt;br /&gt;
== Bancadas ==&lt;br /&gt;
== Trincheira ==&lt;br /&gt;
== Arena == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ARDEU A PRAÇA DE TOUROS E, EM 5 DIAS, FICOU RECONSTRUÍDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notas dispersas de um grande acontecimento.-« Na madrugada de segunda-feira, irrompeu, com fúria, por causas que ainda se ignoram, um violento incêndio, que ao cabo de uma hora tinha lambido quase completamente a nossa Praça de Touros, mandada construir, este ano, de novo e cuja inauguração tinha sido marcada para hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada valeram os esforços dos nossos intérpidos bombeiros que tiveram a coadjová-los os das Caldas das Taipas, nem os populares que ocorreram em grande número ao local do sinistro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da nova e elegante praça ficaram apenas os alicerces em pedra, a trincheira e...um montão de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade inteira assistiu, emocionada, ao derruir do grande edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiu o desânimo. A cidade, dolorosamente ferida, via que o desastre daquela madrugada vinha ofuscar grandemente o programa das FESTAS DA CIDADE e daí o grande pesar de toda a gente que andava de olhar baixo, meditando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou, porém, de momento, a necessária reacção. A Praça poderia levantar-se de novo, diziam. Desde que se conseguisse materiais e pessoal tudo ainda seria possível, nao obstante estarmos a uma distância apenas de cinco dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi isto passando de boca em boca até que, levados todos pelo seu grande desejo de contribuírem para a realização desse sonho, se reuniram no Grémio do comércio, às 16 horas, conjuntamente com a Comissão Executiva das Festas, muitos mestres de obras da cidade e conselho e outras pessoas a quem foi posto claramente o problema:&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; style=&amp;quot;float:right; margin-left: 10px;&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! {{#evt:&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
«Será possível dentro destes 5 dias construir-se uma nova Praça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que responderam em coro :« Desde que as madeiras apareçam sem demora e o pessoal se consiga em grande número, tudo se consegue» Tanto bastou para que tudo se organizasse imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partiram pessoas em todas as direcções: uns a tratar do assunto das madeiras, outros a recrutar o pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, no lugar onde existiu a Praça, compareciam centenas de rapazinhos vindos de todas as ruas que, num gesto digno de registo procediam à limpeza do recinto, onde já se estava a montar o serviço de iluminação eléctrica para o início dos trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto que no Grémio do Comércio numerosas individualidades, á frente das quais os senhores Comendador Alberto Pimenta Machado, António José Pereira Rodrigues, José Rodrigues Guimarães, Eduardo Torcato Ribeiro e outros, estudavam em todos os seus promenores o assunto da construção da nova Praça, agregando elementos indispensáveis, dando instruções e prevendo hipóteses, cá fora, pelas ruas, comentava-se com ar alegre, teciam-se louvores, faziam-se promessas, rejubilava-se, enfim, de tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A «Cabine de Som», instalada na Praça do Toural, levantava ao mesmo tempo o seu apelo, espontâneo e caloroso, em prol do engrandecimento da Cidade, para que todos os vimarenenses, bem unidos, como um só, prestassem a sua colaboração indispensável, no momento, para a construção da Praça de Touros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já por essa hora repicavam os sinos festivamente, os mesmos sinos que na madrugada haviam aflitivamente chamado os socorros, e automóveis que tinham também na noite anterior, despertando a cidade com o silvar de suas sirenes, atravessavam agora as ruas, silvando em tom mais alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite redobraram de calor as manifestações. Milhares e milhares de pessoas cantando o Hino da Cidade á mistura com acordes musicais de duas filarmónicas - as dos B. V. de Guimarães e das Oficinas de S. José - saíram para a rua. Fizeram-se saudações através de poderosos alto falantes, deram-se vivas, afirmou-se bem alto que o querer é poder e que os vimarenenses tudo podem quando querem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==DIA DE NATAL DE 1867: A PRIMEIRA CORRIDA DE TOUROS EM GUIMARÃES==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que há memória, havia a tradição de se correrem touros em Guimarães, nas ocasiões festivas. A partir da década de 1830, essas corridas caíram em desuso. Porém, no dia de Natal de 1867, os vimaranenses foram atraídos à praça, onde iriam assistir a um espectáculo taurino, inédito para muitos. O jornal Religião e Pátria deu a notícia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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SKMBT_C25017020113520 1ª.pdf|Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 1&lt;br /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Arquitectura ==&lt;br /&gt;
== Curros ==&lt;br /&gt;
== Enfermaria ==&lt;br /&gt;
== Cavalariças ==&lt;br /&gt;
== Bancadas ==&lt;br /&gt;
== Trincheira ==&lt;br /&gt;
== Arena == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ARDEU A PRAÇA DE TOUROS E, EM 5 DIAS, FICOU RECONSTRUÍDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notas dispersas de um grande acontecimento.-« Na madrugada de segunda-feira, irrompeu, com fúria, por causas que ainda se ignoram, um violento incêndio, que ao cabo de uma hora tinha lambido quase completamente a nossa Praça de Touros, mandada construir, este ano, de novo e cuja inauguração tinha sido marcada para hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada valeram os esforços dos nossos intérpidos bombeiros que tiveram a coadjová-los os das Caldas das Taipas, nem os populares que ocorreram em grande número ao local do sinistro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da nova e elegante praça ficaram apenas os alicerces em pedra, a trincheira e...um montão de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade inteira assistiu, emocionada, ao derruir do grande edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiu o desânimo. A cidade, dolorosamente ferida, via que o desastre daquela madrugada vinha ofuscar grandemente o programa das FESTAS DA CIDADE e daí o grande pesar de toda a gente que andava de olhar baixo, meditando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou, porém, de momento, a necessária reacção. A Praça poderia levantar-se de novo, diziam. Desde que se conseguisse materiais e pessoal tudo ainda seria possível, nao obstante estarmos a uma distância apenas de cinco dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi isto passando de boca em boca até que, levados todos pelo seu grande desejo de contribuírem para a realização desse sonho, se reuniram no Grémio do comércio, às 16 horas, conjuntamente com a Comissão Executiva das Festas, muitos mestres de obras da cidade e conselho e outras pessoas a quem foi posto claramente o problema:&lt;br /&gt;
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|}&lt;br /&gt;
«Será possível dentro destes 5 dias construir-se uma nova Praça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que responderam em coro :« Desde que as madeiras apareçam sem demora e o pessoal se consiga em grande número, tudo se consegue» Tanto bastou para que tudo se organizasse imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partiram pessoas em todas as direcções: uns a tratar do assunto das madeiras, outros a recrutar o pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, no lugar onde existiu a Praça, compareciam centenas de rapazinhos vindos de todas as ruas que, num gesto digno de registo procediam à limpeza do recinto, onde já se estava a montar o serviço de iluminação eléctrica para o início dos trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto que no Grémio do Comércio numerosas individualidades, á frente das quais os senhores Comendador Alberto Pimenta Machado, António José Pereira Rodrigues, José Rodrigues Guimarães, Eduardo Torcato Ribeiro e outros, estudavam em todos os seus promenores o assunto da construção da nova Praça, agregando elementos indispensáveis, dando instruções e prevendo hipóteses, cá fora, pelas ruas, comentava-se com ar alegre, teciam-se louvores, faziam-se promessas, rejubilava-se, enfim, de tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A «Cabine de Som», instalada na Praça do Toural, levantava ao mesmo tempo o seu apelo, espontâneo e caloroso, em prol do engrandecimento da Cidade, para que todos os vimarenenses, bem unidos, como um só, prestassem a sua colaboração indispensável, no momento, para a construção da Praça de Touros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já por essa hora repicavam os sinos festivamente, os mesmos sinos que na madrugada haviam aflitivamente chamado os socorros, e automóveis que tinham também na noite anterior, despertando a cidade com o silvar de suas sirenes, atravessavam agora as ruas, silvando em tom mais alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite redobraram de calor as manifestações. Milhares e milhares de pessoas cantando o Hino da Cidade á mistura com acordes musicais de duas filarmónicas - as dos B. V. de Guimarães e das Oficinas de S. José - saíram para a rua. Fizeram-se saudações através de poderosos alto falantes, deram-se vivas, afirmou-se bem alto que o querer é poder e que os vimarenenses tudo podem quando querem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==DIA DE NATAL DE 1867: A PRIMEIRA CORRIDA DE TOUROS EM GUIMARÃES==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que há memória, havia a tradição de se correrem touros em Guimarães, nas ocasiões festivas. A partir da década de 1830, essas corridas caíram em desuso. Porém, no dia de Natal de 1867, os vimaranenses foram atraídos à praça, onde iriam assistir a um espectáculo taurino, inédito para muitos. O jornal Religião e Pátria deu a notícia:&lt;br /&gt;
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SKMBT_C25017020113520 1ª.pdf|Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 1&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 2ª.pdf|Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 2&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 1ª.pdf|Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 3&lt;br /&gt;
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&lt;div&gt;== Arquitectura ==&lt;br /&gt;
== Curros ==&lt;br /&gt;
== Enfermaria ==&lt;br /&gt;
== Cavalariças ==&lt;br /&gt;
== Bancadas ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
==ARDEU A PRAÇA DE TOUROS E, EM 5 DIAS, FICOU RECONSTRUÍDA==&lt;br /&gt;
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Notas dispersas de um grande acontecimento.-« Na madrugada de segunda-feira, irrompeu, com fúria, por causas que ainda se ignoram, um violento incêndio, que ao cabo de uma hora tinha lambido quase completamente a nossa Praça de Touros, mandada construir, este ano, de novo e cuja inauguração tinha sido marcada para hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada valeram os esforços dos nossos intérpidos bombeiros que tiveram a coadjová-los os das Caldas das Taipas, nem os populares que ocorreram em grande número ao local do sinistro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da nova e elegante praça ficaram apenas os alicerces em pedra, a trincheira e...um montão de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade inteira assistiu, emocionada, ao derruir do grande edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiu o desânimo. A cidade, dolorosamente ferida, via que o desastre daquela madrugada vinha ofuscar grandemente o programa das FESTAS DA CIDADE e daí o grande pesar de toda a gente que andava de olhar baixo, meditando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou, porém, de momento, a necessária reacção. A Praça poderia levantar-se de novo, diziam. Desde que se conseguisse materiais e pessoal tudo ainda seria possível, nao obstante estarmos a uma distância apenas de cinco dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi isto passando de boca em boca até que, levados todos pelo seu grande desejo de contribuírem para a realização desse sonho, se reuniram no Grémio do comércio, às 16 horas, conjuntamente com a Comissão Executiva das Festas, muitos mestres de obras da cidade e conselho e outras pessoas a quem foi posto claramente o problema:&lt;br /&gt;
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«Será possível dentro destes 5 dias construir-se uma nova Praça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que responderam em coro :« Desde que as madeiras apareçam sem demora e o pessoal se consiga em grande número, tudo se consegue» Tanto bastou para que tudo se organizasse imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partiram pessoas em todas as direcções: uns a tratar do assunto das madeiras, outros a recrutar o pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, no lugar onde existiu a Praça, compareciam centenas de rapazinhos vindos de todas as ruas que, num gesto digno de registo procediam à limpeza do recinto, onde já se estava a montar o serviço de iluminação eléctrica para o início dos trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto que no Grémio do Comércio numerosas individualidades, á frente das quais os senhores Comendador Alberto Pimenta Machado, António José Pereira Rodrigues, José Rodrigues Guimarães, Eduardo Torcato Ribeiro e outros, estudavam em todos os seus promenores o assunto da construção da nova Praça, agregando elementos indispensáveis, dando instruções e prevendo hipóteses, cá fora, pelas ruas, comentava-se com ar alegre, teciam-se louvores, faziam-se promessas, rejubilava-se, enfim, de tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A «Cabine de Som», instalada na Praça do Toural, levantava ao mesmo tempo o seu apelo, espontâneo e caloroso, em prol do engrandecimento da Cidade, para que todos os vimarenenses, bem unidos, como um só, prestassem a sua colaboração indispensável, no momento, para a construção da Praça de Touros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já por essa hora repicavam os sinos festivamente, os mesmos sinos que na madrugada haviam aflitivamente chamado os socorros, e automóveis que tinham também na noite anterior, despertando a cidade com o silvar de suas sirenes, atravessavam agora as ruas, silvando em tom mais alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite redobraram de calor as manifestações. Milhares e milhares de pessoas cantando o Hino da Cidade á mistura com acordes musicais de duas filarmónicas - as dos B. V. de Guimarães e das Oficinas de S. José - saíram para a rua. Fizeram-se saudações através de poderosos alto falantes, deram-se vivas, afirmou-se bem alto que o querer é poder e que os vimarenenses tudo podem quando querem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==DIA DE NATAL DE 1867: A PRIMEIRA CORRIDA DE TOUROS EM GUIMARÃES==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que há memória, havia a tradição de se correrem touros em Guimarães, nas ocasiões festivas. A partir da década de 1830, essas corridas caíram em desuso. Porém, no dia de Natal de 1867, os vimaranenses foram atraídos à praça, onde iriam assistir a um espectáculo taurino, inédito para muitos. O jornal Religião e Pátria deu a notícia:&lt;br /&gt;
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== Curros ==&lt;br /&gt;
== Enfermaria ==&lt;br /&gt;
== Cavalariças ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
==ARDEU A PRAÇA DE TOUROS E, EM 5 DIAS, FICOU RECONSTRUÍDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notas dispersas de um grande acontecimento.-« Na madrugada de segunda-feira, irrompeu, com fúria, por causas que ainda se ignoram, um violento incêndio, que ao cabo de uma hora tinha lambido quase completamente a nossa Praça de Touros, mandada construir, este ano, de novo e cuja inauguração tinha sido marcada para hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada valeram os esforços dos nossos intérpidos bombeiros que tiveram a coadjová-los os das Caldas das Taipas, nem os populares que ocorreram em grande número ao local do sinistro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da nova e elegante praça ficaram apenas os alicerces em pedra, a trincheira e...um montão de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade inteira assistiu, emocionada, ao derruir do grande edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiu o desânimo. A cidade, dolorosamente ferida, via que o desastre daquela madrugada vinha ofuscar grandemente o programa das FESTAS DA CIDADE e daí o grande pesar de toda a gente que andava de olhar baixo, meditando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou, porém, de momento, a necessária reacção. A Praça poderia levantar-se de novo, diziam. Desde que se conseguisse materiais e pessoal tudo ainda seria possível, nao obstante estarmos a uma distância apenas de cinco dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi isto passando de boca em boca até que, levados todos pelo seu grande desejo de contribuírem para a realização desse sonho, se reuniram no Grémio do comércio, às 16 horas, conjuntamente com a Comissão Executiva das Festas, muitos mestres de obras da cidade e conselho e outras pessoas a quem foi posto claramente o problema:&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; style=&amp;quot;float:right; margin-left: 10px;&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! {{#evt:&lt;br /&gt;
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|id=https://youtu.be/gQkNuvBiQho&lt;br /&gt;
|alignment=left&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
«Será possível dentro destes 5 dias construir-se uma nova Praça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que responderam em coro :« Desde que as madeiras apareçam sem demora e o pessoal se consiga em grande número, tudo se consegue» Tanto bastou para que tudo se organizasse imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partiram pessoas em todas as direcções: uns a tratar do assunto das madeiras, outros a recrutar o pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, no lugar onde existiu a Praça, compareciam centenas de rapazinhos vindos de todas as ruas que, num gesto digno de registo procediam à limpeza do recinto, onde já se estava a montar o serviço de iluminação eléctrica para o início dos trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto que no Grémio do Comércio numerosas individualidades, á frente das quais os senhores Comendador Alberto Pimenta Machado, António José Pereira Rodrigues, José Rodrigues Guimarães, Eduardo Torcato Ribeiro e outros, estudavam em todos os seus promenores o assunto da construção da nova Praça, agregando elementos indispensáveis, dando instruções e prevendo hipóteses, cá fora, pelas ruas, comentava-se com ar alegre, teciam-se louvores, faziam-se promessas, rejubilava-se, enfim, de tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A «Cabine de Som», instalada na Praça do Toural, levantava ao mesmo tempo o seu apelo, espontâneo e caloroso, em prol do engrandecimento da Cidade, para que todos os vimarenenses, bem unidos, como um só, prestassem a sua colaboração indispensável, no momento, para a construção da Praça de Touros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já por essa hora repicavam os sinos festivamente, os mesmos sinos que na madrugada haviam aflitivamente chamado os socorros, e automóveis que tinham também na noite anterior, despertando a cidade com o silvar de suas sirenes, atravessavam agora as ruas, silvando em tom mais alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite redobraram de calor as manifestações. Milhares e milhares de pessoas cantando o Hino da Cidade á mistura com acordes musicais de duas filarmónicas - as dos B. V. de Guimarães e das Oficinas de S. José - saíram para a rua. Fizeram-se saudações através de poderosos alto falantes, deram-se vivas, afirmou-se bem alto que o querer é poder e que os vimarenenses tudo podem quando querem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==DIA DE NATAL DE 1867: A PRIMEIRA CORRIDA DE TOUROS EM GUIMARÃES==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que há memória, havia a tradição de se correrem touros em Guimarães, nas ocasiões festivas. A partir da década de 1830, essas corridas caíram em desuso. Porém, no dia de Natal de 1867, os vimaranenses foram atraídos à praça, onde iriam assistir a um espectáculo taurino, inédito para muitos. O jornal Religião e Pátria deu a notícia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#evt:&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 1ª.pdf|Legenda1&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 2ª.pdf|Legenda2&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 3ª.pdf|Legenda1&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 4ª.pdf|Legenda2&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://tauromaquiapatrimonio.pt/w/index.php?title=Pra%C3%A7a_de_Toiros_de_Guimar%C3%A3es&amp;diff=416</id>
		<title>Praça de Toiros de Guimarães</title>
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		<updated>2019-10-07T11:37:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Arquitectura ==&lt;br /&gt;
== Curros ==&lt;br /&gt;
== Enfermaria ==&lt;br /&gt;
== Cavalariças ==&lt;br /&gt;
== Bancadas ==&lt;br /&gt;
== Trincheira ==&lt;br /&gt;
== Arena == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==ARDEU A PRAÇA DE TOUROS E, EM 5 DIAS, FICOU RECONSTRUÍDA==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notas dispersas de um grande acontecimento.-« Na madrugada de segunda-feira, irrompeu, com fúria, por causas que ainda se ignoram, um violento incêndio, que ao cabo de uma hora tinha lambido quase completamente a nossa Praça de Touros, mandada construir, este ano, de novo e cuja inauguração tinha sido marcada para hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada valeram os esforços dos nossos intérpidos bombeiros que tiveram a coadjová-los os das Caldas das Taipas, nem os populares que ocorreram em grande número ao local do sinistro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da nova e elegante praça ficaram apenas os alicerces em pedra, a trincheira e...um montão de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade inteira assistiu, emocionada, ao derruir do grande edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiu o desânimo. A cidade, dolorosamente ferida, via que o desastre daquela madrugada vinha ofuscar grandemente o programa das FESTAS DA CIDADE e daí o grande pesar de toda a gente que andava de olhar baixo, meditando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou, porém, de momento, a necessária reacção. A Praça poderia levantar-se de novo, diziam. Desde que se conseguisse materiais e pessoal tudo ainda seria possível, nao obstante estarmos a uma distância apenas de cinco dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi isto passando de boca em boca até que, levados todos pelo seu grande desejo de contribuírem para a realização desse sonho, se reuniram no Grémio do comércio, às 16 horas, conjuntamente com a Comissão Executiva das Festas, muitos mestres de obras da cidade e conselho e outras pessoas a quem foi posto claramente o problema:&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; style=&amp;quot;float:right; margin-left: 10px;&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
«Será possível dentro destes 5 dias construir-se uma nova Praça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que responderam em coro :« Desde que as madeiras apareçam sem demora e o pessoal se consiga em grande número, tudo se consegue» Tanto bastou para que tudo se organizasse imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partiram pessoas em todas as direcções: uns a tratar do assunto das madeiras, outros a recrutar o pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, no lugar onde existiu a Praça, compareciam centenas de rapazinhos vindos de todas as ruas que, num gesto digno de registo procediam à limpeza do recinto, onde já se estava a montar o serviço de iluminação eléctrica para o início dos trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto que no Grémio do Comércio numerosas individualidades, á frente das quais os senhores Comendador Alberto Pimenta Machado, António José Pereira Rodrigues, José Rodrigues Guimarães, Eduardo Torcato Ribeiro e outros, estudavam em todos os seus promenores o assunto da construção da nova Praça, agregando elementos indispensáveis, dando instruções e prevendo hipóteses, cá fora, pelas ruas, comentava-se com ar alegre, teciam-se louvores, faziam-se promessas, rejubilava-se, enfim, de tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A «Cabine de Som», instalada na Praça do Toural, levantava ao mesmo tempo o seu apelo, espontâneo e caloroso, em prol do engrandecimento da Cidade, para que todos os vimarenenses, bem unidos, como um só, prestassem a sua colaboração indispensável, no momento, para a construção da Praça de Touros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já por essa hora repicavam os sinos festivamente, os mesmos sinos que na madrugada haviam aflitivamente chamado os socorros, e automóveis que tinham também na noite anterior, despertando a cidade com o silvar de suas sirenes, atravessavam agora as ruas, silvando em tom mais alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite redobraram de calor as manifestações. Milhares e milhares de pessoas cantando o Hino da Cidade á mistura com acordes musicais de duas filarmónicas - as dos B. V. de Guimarães e das Oficinas de S. José - saíram para a rua. Fizeram-se saudações através de poderosos alto falantes, deram-se vivas, afirmou-se bem alto que o querer é poder e que os vimarenenses tudo podem quando querem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==DIA DE NATAL DE 1867: A PRIMEIRA CORRIDA DE TOUROS EM GUIMARÃES==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que há memória, havia a tradição de se correrem touros em Guimarães, nas ocasiões festivas. A partir da década de 1830, essas corridas caíram em desuso. Porém, no dia de Natal de 1867, os vimaranenses foram atraídos à praça, onde iriam assistir a um espectáculo taurino, inédito para muitos. O jornal Religião e Pátria deu a notícia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
SKMBT_C25017020113520 1ª.pdf|Legenda1&lt;br /&gt;
Exemplo2.jpg|Legenda2&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
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		<title>Ficheiro:SKMBT C25017020114180 4ª.pdf</title>
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		<updated>2019-10-07T11:35:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 4&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 4&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
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		<title>Ficheiro:SKMBT C25017020113520 1ª.pdf</title>
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&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Álbum de Fotos da construção da Praça de Toiros de Guimarães parte 1&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: Criou a página com &amp;quot;miniaturadaimagem&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:69602950 2580718671987747 446348982973628416 o.jpg|miniaturadaimagem]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Carlos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Forcados de Montemor 80 Anos&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carlos</name></author>
		
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