Diferenças entre edições de "José Mestre Batista (30.05.1940-17.02.1985)"

 
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José Mestre Batista “Tita” como era conhecido e apelidado pelos familiares e amigos, nasceu a 30 de maio de 1940 no monte do Bonical, freguesia de São Marcos do Campo e concelho de Reguengos de Monsaraz.
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Demonstrou desde criança o grande desejo de vir a ser cavaleiro e começou por montar um burro com o qual fazia as maiores traquinices, desde simular faenas, até subir as escadas da igreja.
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Depois da instrução primária tirada em São Marcos do Campo, passou a frequentar um colégio em Évora donde as fugas eram constantes pois a sua vontade de prosseguir os estudos era nula.
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Os cavalos eram o seu fascínio. Regressou então a São Marcos do Campo para ajudar na lavoura e aos doze anos teve a primeira montada, o “Ideal”, cavalo com o ferro de seu pai e com o qual começou a tourear apenas baseado na sua intuição e talento natural, visto não ter frequentado qualquer escola de equitação nem ter na família tradições equestres.
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Um ano mais tarde (1953) aos treze anos fez a sua primeira atuação, estreando-se na Praça de Toiros de Mourão, nas Festas de Nossa Senhora das Candeias. Esteve presente Luís Gonzaga Ribeiro, natural de Reguengos de Monsaraz, o homem que lançaria Mestre Batista no panorama tauromáquico, tornando-se seu apoderado, amigo e protetor. Luís Gonzaga Ribeiro trouxe-o para o Beco dos Beguinhos em Lisboa, deixando-o aos cuidados de sua mãe D. Alice Fusco, para começar a frequentar a escola de equitação de Mestre Nuno de Oliveira, mas o sonho continuava o mesmo, não queria ser equitador, queria ser toureiro.
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Ao fim de quatro anos como amador, Mestre Batista recebe a alternativa de cavaleiro tauromáquico profissional a 15 de setembro de 1958 na Praça de Toiros Daniel de Nascimento na Moita depois de lhe ter sido recusada três meses antes a 19 de julho na Praça de Toiros do Campo Pequeno em Lisboa (a única alternativa recusada em toda a história do toureio a cavalo). Aprovada, desta vez por unanimidade, o cavaleiro teve como padrinho D. Francisco Mascarenhas.
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A sua primeira corrida como profissional foi na Chamusca em Outubro, saindo triunfador e tendo feito a estreia do cavalo “Forcado”.
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Apesar de muito criticado e apelidado por alguns de louco, devido ao arriscado e frontal toureio que praticava, depressa passou a alternar com cavaleiros de primeira categoria. Aos poucos o público começou a render-se ao seu novo modo de tourear assistindo-se a uma verdadeira revolução no toureio a cavalo.
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Arrastando multidões, pisando terrenos até então proibidos que culminavam com os famosos “Ferros à Batista”, instituiu um estilo próprio que veio a influenciar a maioria dos cavaleiros das gerações posteriores.
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A 10 de junho de 1962, em Santarém, realizou uma magnífica atuação onde Mestre Batista deu cinco voltas à arena com saída em ombros.
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Além do seu estilo de tourear incomparável, a revolução no toureio a cavalo passou por alteração no vestuário, tendo adotado o uso de casacas mais curtas, leves e ligeiramente cintadas, calções brancos e sem meias a tapar os joelhos. Conservou contudo o uso do tricórnio durante toda a lide.
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Alternou em centenas de corridas de toiros com Mestre Luís Miguel da Veiga que, apesar de sincero amigo, era considerado seu rival pelo público.
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Com lotação esgotada, os dois formaram o cartel mais anunciado, disputado e discutido durante quinze anos, fazendo aumentar o interesse pelo toureio a cavalo e trazendo milhares de aficionados para a corrida à portuguesa.
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Ficaram também célebres as corridas com o rejoneador Álvaro Domecq com toiros em pontas na Praça de Toiros do Campo Pequeno, as corridas dos três “Zés” com José Lupi, José Núncio e José Mestre Batista e os duos com José João Zoio.
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Por três vezes (1963, 1964 e 1971) lhe foi atribuído o prémio Bordalo na categoria de tauromaquia como melhor cavaleiro. Para além de Portugal, Mestre Batista toureou em Luanda (Angola), Lourenço Marques (Moçambique), Macau, Espanha e França.
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Apesar do sucesso que o acompanhou, nunca impôs nomes de ganadarias de toiros, nunca exigiu ou recusou alternar com qualquer cavaleiro, toureou em dezenas de festivais e corridas de beneficência e demonstrou sempre extrema sensibilidade aos problemas dos mais necessitados.
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Durante a sua carreira recebeu e guardou mais de 5000 cartas de fãs, algumas endereçadas apenas a José Mestre Batista, Portugal.
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Dos momentos menos bons destacam-se as colhidas graves nas Praças de Toiros de Santarém, Espinho, Almeirim e Vila Viçosa e o facto de a 26 de novembro de 1967, devido às inundações ter perdido alguns dos seus melhores cavalos, entre eles o “Tirol” e o “Talismã”.
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Nessa altura mudou-se para uma quinta em Alhandra e dedicou-se arduamente à seleção e treino de novas montadas como o ”Trovador” e “Kalinka” (ferro José Assis Palha), "Apolo XI" (ferro Tomás da Costa) e "Satélite" (ferro Vidal) o cavalo que mais toiros toureou na quadra de José Mestre Batista.
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Nos últimos anos de toureio destacaram-se cavalos de qualidade como ”Dragão”, “Chacal”, "Concorde”, “Kruft” e ”Zurbaran”.
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Como a maioria dos cavaleiros era um homem de fé e a sua imagem de devoção a Nossa Senhora D’Aires. Na sua igreja em Viana do Alentejo, cuja abóbada e altar mandou restaurar, frequentemente mandava depositar as flores recebidas nas corridas.
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Casou em casa do seu apoderado Inácio Saraiva em Lisboa, às 16 horas do dia 9 de outubro de 1973, pelo civil, com Emeletina Maria de Lima Duarte Boiça e toureou à noite a corrida da feira de Vila Franca de Xira, sem que ninguém soubesse, inclusive os seus bandarilheiros, que era um homem casado.
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A 31 de dezembro do mesmo ano (1973) celebrou o casamento religioso na Basílica de Santo António em Pádua na Itália. No dia 22 de julho de 1975 nasce o seu único filho João Miguel Duarte Boiça Mestre Batista sendo batizado na sua querida igreja de Nossa Senhora D’Aires.
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José Mestre Batista faleceu de um ataque de asma, seguido de paragem cardíaca a 17 de fevereiro de 1985 em Zafra, Espanha na companhia de sua mulher e filho e as suas últimas palavras foram “Valha-me Nossa Senhora D’Aires”.
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Repousa no cemitério de Vila Franca de Xira em mausoléu.
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Foi condecorado a título póstumo, a 24 de agosto de 1985, pelo Sr. Presidente da República General António Ramalho Eanes, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
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Na sua terra natal, São Marcos do Campo, em julho de 2009 a Junta de Freguesia do Campo inaugurou uma estátua equestre na rotunda da entrada da aldeia.
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Em junho de 2011 a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz atribuiu à Praça de Toiros de Reguengos de Monsaraz o seu nome.
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Em Reguengos de Monsaraz no dia 30 de maio de 2014, data em que se assinalou o 74.º aniversário do nascimento do histórico cavaleiro tauromáquico em S. Marcos do Campo, foi inaugurado o Museu José Mestre Batista, que acolhe o espólio mais relevante de José Mestre Batista.
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(Texto de António Velez)
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'''REGISTOS FOTOGRÁFICOS'''
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FE 0001.pdf| Campo Pequeno. Estreias e Alternativas
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'''FONTES ESCRITAS'''
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- [https://tauromaquiapatrimonio.pt/w/images/8/8e/FE_0002.pdf 24 de julho de 1964. A "manssada" noite dos touros sem sangue (Jornal i 24.07.2018)]
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- [https://tauromaquiapatrimonio.pt/w/images/d/db/FE_0001.pdf Campo Pequeno. Estreias e Alternativas.]
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'''REGISTOS BIBLIOGRÁFICOS'''
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Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (2012), Exposição de Fotografia Tauromáquica “Glórias em Vila Franca de Xira”, Jornal da Exposição
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'''REGISTOS VIDEOGRÁFICOS'''
  
  
'''Bibliografia'''
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https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tourada-em-lourenco-marques-4/
  
*Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (2012), Exposição de Fotografia Tauromáquica “Glórias em Vila Franca de Xira”, Jornal da Exposição.<br>
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https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tourada-a-favor-do-hospital-de-sao-joao-de-deus/

Edição atual desde as 17h11min de 2 de agosto de 2021

José Mestre Batista “Tita” como era conhecido e apelidado pelos familiares e amigos, nasceu a 30 de maio de 1940 no monte do Bonical, freguesia de São Marcos do Campo e concelho de Reguengos de Monsaraz.

Demonstrou desde criança o grande desejo de vir a ser cavaleiro e começou por montar um burro com o qual fazia as maiores traquinices, desde simular faenas, até subir as escadas da igreja.

Depois da instrução primária tirada em São Marcos do Campo, passou a frequentar um colégio em Évora donde as fugas eram constantes pois a sua vontade de prosseguir os estudos era nula.

Os cavalos eram o seu fascínio. Regressou então a São Marcos do Campo para ajudar na lavoura e aos doze anos teve a primeira montada, o “Ideal”, cavalo com o ferro de seu pai e com o qual começou a tourear apenas baseado na sua intuição e talento natural, visto não ter frequentado qualquer escola de equitação nem ter na família tradições equestres.

Um ano mais tarde (1953) aos treze anos fez a sua primeira atuação, estreando-se na Praça de Toiros de Mourão, nas Festas de Nossa Senhora das Candeias. Esteve presente Luís Gonzaga Ribeiro, natural de Reguengos de Monsaraz, o homem que lançaria Mestre Batista no panorama tauromáquico, tornando-se seu apoderado, amigo e protetor. Luís Gonzaga Ribeiro trouxe-o para o Beco dos Beguinhos em Lisboa, deixando-o aos cuidados de sua mãe D. Alice Fusco, para começar a frequentar a escola de equitação de Mestre Nuno de Oliveira, mas o sonho continuava o mesmo, não queria ser equitador, queria ser toureiro.

Ao fim de quatro anos como amador, Mestre Batista recebe a alternativa de cavaleiro tauromáquico profissional a 15 de setembro de 1958 na Praça de Toiros Daniel de Nascimento na Moita depois de lhe ter sido recusada três meses antes a 19 de julho na Praça de Toiros do Campo Pequeno em Lisboa (a única alternativa recusada em toda a história do toureio a cavalo). Aprovada, desta vez por unanimidade, o cavaleiro teve como padrinho D. Francisco Mascarenhas.

A sua primeira corrida como profissional foi na Chamusca em Outubro, saindo triunfador e tendo feito a estreia do cavalo “Forcado”. Apesar de muito criticado e apelidado por alguns de louco, devido ao arriscado e frontal toureio que praticava, depressa passou a alternar com cavaleiros de primeira categoria. Aos poucos o público começou a render-se ao seu novo modo de tourear assistindo-se a uma verdadeira revolução no toureio a cavalo.

Arrastando multidões, pisando terrenos até então proibidos que culminavam com os famosos “Ferros à Batista”, instituiu um estilo próprio que veio a influenciar a maioria dos cavaleiros das gerações posteriores.

A 10 de junho de 1962, em Santarém, realizou uma magnífica atuação onde Mestre Batista deu cinco voltas à arena com saída em ombros.

Além do seu estilo de tourear incomparável, a revolução no toureio a cavalo passou por alteração no vestuário, tendo adotado o uso de casacas mais curtas, leves e ligeiramente cintadas, calções brancos e sem meias a tapar os joelhos. Conservou contudo o uso do tricórnio durante toda a lide.

Alternou em centenas de corridas de toiros com Mestre Luís Miguel da Veiga que, apesar de sincero amigo, era considerado seu rival pelo público.

Com lotação esgotada, os dois formaram o cartel mais anunciado, disputado e discutido durante quinze anos, fazendo aumentar o interesse pelo toureio a cavalo e trazendo milhares de aficionados para a corrida à portuguesa.

Ficaram também célebres as corridas com o rejoneador Álvaro Domecq com toiros em pontas na Praça de Toiros do Campo Pequeno, as corridas dos três “Zés” com José Lupi, José Núncio e José Mestre Batista e os duos com José João Zoio.

Por três vezes (1963, 1964 e 1971) lhe foi atribuído o prémio Bordalo na categoria de tauromaquia como melhor cavaleiro. Para além de Portugal, Mestre Batista toureou em Luanda (Angola), Lourenço Marques (Moçambique), Macau, Espanha e França.

Apesar do sucesso que o acompanhou, nunca impôs nomes de ganadarias de toiros, nunca exigiu ou recusou alternar com qualquer cavaleiro, toureou em dezenas de festivais e corridas de beneficência e demonstrou sempre extrema sensibilidade aos problemas dos mais necessitados.

Durante a sua carreira recebeu e guardou mais de 5000 cartas de fãs, algumas endereçadas apenas a José Mestre Batista, Portugal. Dos momentos menos bons destacam-se as colhidas graves nas Praças de Toiros de Santarém, Espinho, Almeirim e Vila Viçosa e o facto de a 26 de novembro de 1967, devido às inundações ter perdido alguns dos seus melhores cavalos, entre eles o “Tirol” e o “Talismã”.

Nessa altura mudou-se para uma quinta em Alhandra e dedicou-se arduamente à seleção e treino de novas montadas como o ”Trovador” e “Kalinka” (ferro José Assis Palha), "Apolo XI" (ferro Tomás da Costa) e "Satélite" (ferro Vidal) o cavalo que mais toiros toureou na quadra de José Mestre Batista.

Nos últimos anos de toureio destacaram-se cavalos de qualidade como ”Dragão”, “Chacal”, "Concorde”, “Kruft” e ”Zurbaran”.

Como a maioria dos cavaleiros era um homem de fé e a sua imagem de devoção a Nossa Senhora D’Aires. Na sua igreja em Viana do Alentejo, cuja abóbada e altar mandou restaurar, frequentemente mandava depositar as flores recebidas nas corridas.

Casou em casa do seu apoderado Inácio Saraiva em Lisboa, às 16 horas do dia 9 de outubro de 1973, pelo civil, com Emeletina Maria de Lima Duarte Boiça e toureou à noite a corrida da feira de Vila Franca de Xira, sem que ninguém soubesse, inclusive os seus bandarilheiros, que era um homem casado.

A 31 de dezembro do mesmo ano (1973) celebrou o casamento religioso na Basílica de Santo António em Pádua na Itália. No dia 22 de julho de 1975 nasce o seu único filho João Miguel Duarte Boiça Mestre Batista sendo batizado na sua querida igreja de Nossa Senhora D’Aires.

José Mestre Batista faleceu de um ataque de asma, seguido de paragem cardíaca a 17 de fevereiro de 1985 em Zafra, Espanha na companhia de sua mulher e filho e as suas últimas palavras foram “Valha-me Nossa Senhora D’Aires”.

Repousa no cemitério de Vila Franca de Xira em mausoléu.

Foi condecorado a título póstumo, a 24 de agosto de 1985, pelo Sr. Presidente da República General António Ramalho Eanes, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Na sua terra natal, São Marcos do Campo, em julho de 2009 a Junta de Freguesia do Campo inaugurou uma estátua equestre na rotunda da entrada da aldeia.

Em junho de 2011 a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz atribuiu à Praça de Toiros de Reguengos de Monsaraz o seu nome.

Em Reguengos de Monsaraz no dia 30 de maio de 2014, data em que se assinalou o 74.º aniversário do nascimento do histórico cavaleiro tauromáquico em S. Marcos do Campo, foi inaugurado o Museu José Mestre Batista, que acolhe o espólio mais relevante de José Mestre Batista.


(Texto de António Velez)


REGISTOS FOTOGRÁFICOS



REGISTOS GRÁFICOS



FONTES ESCRITAS


- 24 de julho de 1964. A "manssada" noite dos touros sem sangue (Jornal i 24.07.2018)

- Campo Pequeno. Estreias e Alternativas.


REGISTOS BIBLIOGRÁFICOS


Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (2012), Exposição de Fotografia Tauromáquica “Glórias em Vila Franca de Xira”, Jornal da Exposição


REGISTOS VIDEOGRÁFICOS


https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tourada-em-lourenco-marques-4/

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tourada-a-favor-do-hospital-de-sao-joao-de-deus/