Diferenças entre edições de "De Alternativa"
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Revisão das 10h54min de 7 de setembro de 2020
CRÓNICA PARA UMA RENOVAÇÃO ANUNCIADA – A TAUROMAQUIA DO SÉCULO XXI
Paulo Caetano
Cavaleiro tauromáquico / Ganadeiro
Só vale a pena renovar o que vale a pena continuar a existir.
A Tauromaquia vale a pena.
Como arte, a sua riqueza é inquestionável. A corrente de emoção gerada em cada faena entre quem cria e quem presencia, é tao poderosa e intensa que o seu poder de sedução conquista adeptos de forma transversal. Pela sua força, esta manifestação de sentimentos resiste ao tempo e tende a ser passada de geração em geração, não só como uma afición, mas acima de tudo como uma linha de vida, como um conjunto de princípios, como uma maneira de ser.
Desde a Antiguidade que a Tauromaquia é um tema desafiante para o pensamento humano. Desde sempre faz o homem refletir sobre a sua natureza e a necessidade de lutar contra as suas limitações. Entre a tentativa de entender a perenidade da sua existência e a absoluta necessidade de seguir em frente, a coragem, a bravura e o risco, surgem diante do homem como incontornáveis opções para que, de alguma forma, viva de forma equilibrada.
Escrevi no início do meu livro “De Costas voltadas ao Mar”:
“Não me sinto tão seguro como Juan Belmonte quando definiu o Toureio como a reunião de todas as belas artes. No entanto, acredito que tenha inspirado todas elas.
O Toureio é carnal, mais próximo da essência do homem, do que qualquer outra expressão artística. Paradoxal, imperfeito, belo, inseguro, implacável e sedutor.
Um desafio que obriga o homem a usar todas as suas capacidades mentais e físicas, sabendo, à partida, que a sua própria condição o limita.”
Como espetáculo a Tauromaquia possui uma estrutura densa em termos técnicos, com princípios bem definidos, complexa pela quantidade de variáveis que contém, mas, ao mesmo tempo, intuitiva e emocional. Cada momento é absolutamente novo e único. Cada lance, sempre imprevisível, é de todos, de quem cria e de quem vê.
Cada faena é assinada pela personalidade de quem a realizou, mas pertence a toda a gente que a sente.
O Toureio possui a capacidade de surpreender dentro do que está definido, de inovar dentro do que já foi feito.
Escrevi em 2017 no livro do Campo Pequeno:
“Como toureiro nascido aos pés da cidade na outra margem do rio que, desde petiz, o atravessava cada duas vezes por semana para ir aprender a montar a cavalo e ouvir falar de touros, nunca poderei esquecer o que sentia quando, a caminho do Picadeiro da Calçada de Palma, o meu olhar se prendia na majestosa “catedral” de tijolo à vista. À sua beira, o efeito mágico dessa mistura de sentimentos que não cabiam na mente, acelerava o coração e apertava o estômago.
Quando, pela mão dos meus avós, ia às Corridas, era a família que tinha de aguentar a descrição exaustiva e entusiasmada de cada detalhe.
No dia seguinte, à mesa do pequeno-almoço, as minhas pernas abraçavam as da cadeira dando sinais ao imaginário cavalo, os dedos da mão direita batucavam galopando a mesa de estudo e o meu corpo, a despropósito, desenhava o movimento do quarteio e da reunião.”
Que apelo tão forte e inato. Que bonito é sentir que se nasceu toureiro!
Não há toureiros sem amor aos touros, aos cavalos, ao campo e à sua arte. Estamos todos unidos pela mesma paixão e é ela que nos dá a força para lutarmos em conjunto para resistirmos aos ataques de que temos sido alvo ao longo do tempo.
É curioso observar como uma Tourada, que é tradicionalmente presenciada por famílias inteiras, é sempre um espetáculo pacífico e alegre, onde não se registam casos de violência, como frequentemente ocorre hoje em dia em tantas outras manifestações artísticas e desportivas.
As pessoas que nos atacam à porta de algumas praças de touros fazem-no com tamanha violência verbal e desprezo pelo seu semelhante que dá que pensar.
O “salvo conduto de boa pessoa” que os anti-taurinos pretendem obter através desse amor exclusivo e arrebatador que dizem ter pelos animais, pressupõe um caminho no sentido da “animalização” da sociedade, um rebaixamento do homem e um desprezo preocupante pela natureza e pelas espécies. Face à mortalidade de tudo o que vive, o verdadeiro sentido de preservação prende-se com a continuidade.
Contribuir para o desaparecimento de qualquer espécie é talvez a ação mais ofensiva da natureza.
LISTA DE CAVALEIROS TAUROMÁQUICOS DE ALTERNATIVA
A
C
D
E
F
G
J
L
M
N
P
R
S
T
V
REGISTOS BIBLIOGRÁFICOS
Perez, El Terrible (1945), "Cavaleiros e Forcados", in Panorama: revista portuguesa de arte e turismo, Lisboa, Secretariado de Propaganda Nacional, n.º 25-26 (disponível em http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Panorama/N25-26/N25-26_master/Panorama_N25-26_1945.PDF)
Queiroz, Carlos (1945), "Romance do Cavaleiro Tauromáquico", in Panorama: revista portuguesa de arte e turismo, Lisboa, Secretariado de Propaganda Nacional, n.º 25-26 (disponível em http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Panorama/N25-26/N25-26_master/Panorama_N25-26_1945.PDF)
REGISTOS VIDEOGRÁFICOS
https://archive.org/details/papafina/Melhores+Momentos+Da+Temporada+2012+-+Toureio+a+Cavalo.mp4