Diferenças entre edições de "Paulo Caetano"
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Revisão das 02h38min de 25 de abril de 2020
Paulo Jorge Padrão Caetano nasceu em Almada, a 1 de fevereiro de 1959. Com apenas três anos de idade começou a montar a cavalo pela mão do tio, o equitador Fernando Metzner Serra. Viria mais tarde a ter aulas de equitação com os mestres João Diogo Parreira Cano e o 2º Visconde da Corte, George Black.
Oriundo de uma família sem tradições tauromáquicas, Caetano iniciou a sua carreira pela mão bandarilheiro coruchense António Cipriano, conhecido do grande público como António «Badajoz».
Estreou-se em público em 1973, em Campelos, no concelho de Torres Vedras e prestaria provas para cavaleiro praticante na Praça de Toiros de Almeirim, em 1977, alcançando um enorme triunfo.
Paulo Caetano acabaria por se vir a radicar em Espanha onde atuou quase exclusivo nas temporadas de 1978, 1979 e 1980.
Durante esses anos partilhou as arenas com os principais figuras do rejoneio como Manuel Vidrié, Álvaro Domecq Romero, Angel e Rafael Peralta, bem como com os dois jovens cavaleiros portugueses que então se afirmavam João Moura e Manuel Jorge de Oliveira.
Em 1979 o seu triunfo na Corrida da Imprensa, realizada na Monumental do Campo Pequeno, alavancou a sua profissionalização pelo que viria a tomar a alternativa na Monumental Celestino Graça, em Santarém, a 15 de junho de 1980, numa Corrida TV organizada pela Casa do Pessoal da RTP. Foi seu padrinho o cavaleiro José João Zoio e testemunha Manuel Jorge de Oliveira. Lidou-se um curro de toiros Palha e pegaram os Forcados Amadores de Santarém.
Logo na temporada seguinte, debutou em Las Ventas, Madrid.
Paulo Caetano subiu os degraus que o levaram à primeira fila do toureio, somando êxitos e conquistando inúmeros troféus. Um dos momentos mais altos da sua carreira foi a 27 de junho de 1996 quando toureou seis toiros da sua própria ganadaria, na praça mais importante do país, o Campo Pequeno.
A 9 de agosto de 2012 pisou a arena lisboeta para realizar a sua última atuação como cavaleiro de alternativa, numa corrida mista onde se prestou homenagem ao 60º aniversário do “Fundo de Assistência dos Toureiros”, à memória do seu fundador Diamantino Viseu e ao primeiro novilheiro português que atuou em Espanha nos anos 40 do século XX, Augusto Gomes Júnior. Na corrida atuou também João Moura Caetano, bem como o matador Victor Mendes e o novilheiro Manuel Dias Gomes, com toiros de Passanha e Oliveira, Irmãos. Ninguém saberia que esta seria a sua corrida de despedida, nem tão pouco os seus familiares.
Paulo Caetano é pai do cavaleiro tauromáquico João Moura Caetano - a quem deu a alternativa na noite de 8 de junho de 2006 na corrida de reinauguração do Campo Pequeno - e da cavaleira de “dressage” Maria Caetano Couceiro.
Por ocasião dos seus trinta e cinco anos de alternativa a Câmara Municipal de Monforte prestou-lhe homenagem, decidindo atribuir o seu nome a uma rua daquela vila alentejana.
Em 2016 foi publicado o livro “Paulo Caetano 35 anos de Alternativa, 35 histórias”, da autoria de Leonor Barradas e Marco Gomes.
Paulo Caetano está neste momento afastado das arenas por opção. É ganadeiro e criador de cavalos de raça Lusitana, é instrutor de equitação, ministra ações de formação deste desporto em Portugal e no estrangeiro e acompanha os filhos nas suas atividades profissionais.
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